A gestão da tecnologia da informação (ti) nas micros e pequenas empresas

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A GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) NAS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS Fernanda Cristina da Silva Alviml RESUMO A Tecnologia da Informação (TI) faz parte da nossa vida, mesmo as pessoas que não têm acesso a ela dependem de seus produtos e da contribuição dada aos produtos e serviços. A dependência em relação a essa tecnologia é crescente. Portanto, não importa o tamanho da empresa, sua capacidade financeira de investimento, todos têm que gerir seus negócios fazendo uso da TI.

As não são diferentes, a sar financeiros, resistênc de pe é de suma importânc irá proporcionar-lhes ul resas (VIPE) s aspectos e de treinamento, suas vidas, pois , maior eficiência e eficácia, contribuindo na busca da qualidade de seus produtos / servlços, aumentando a satisfação dos clientes e garantindo sua sobrevivência e crescimento em meio a tanta concorrência. PALAVRAS-CHAVE: Micro e Pequena Empresa. Tecnologia da Informaçao. Gestao de TI. INTRODUÇÃO NOS dias atuais, muitos investimentos estão sendo feitos na área de Tecnologia da Informação por organizações de vários seguimentos.

Com a globalização as mudanças são cada vez mais rápidas e é crescente a disponibilização de informação que deixou de ser ncertezas, para se transformar em fator de produção e sinergia dentro das empresas. Com as empresas inseridas em um ambiente turbulento e competitivo, é importante a utilização de novas tecnologias, principalmente a Tecnologia da Informação, permitindo assim que estas obtenham benefícios para sua sobrevivência no mercado.

Bacharel em Administração – Habilitação em Comércio Exterior – Egresso da Faculdade de Ciências Gerenciais de Santos Dumont Fundação Educacional São José 2 Como está cada vez menor o custo para adquirir novas tecnologias, segundo Lunardi e Dolci (2006), a informatização as Micros e pequenas Empresas (MPE), vem crescendo muito nos últimos 8 anos, cerca de 30% a 80%, dependendo de sua localização e qual a natureza do negócio.

Porém, muitos pequenos empresários não investem em TI, pois acham que esta tecnologia não é acessível ao tamanho de sua empresa. neste contexto que o presente artigo procura demonstrar que o Micro e Pequeno Empresário pode e deve investir em TI, pois ela traz inúmeros benefícios às empresas, seja qual for seu tamanho. AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Nas Micros e Pequenas Empresas (MPE’s), podemos observar algumas particularidades que se originam em sua pequena estrutura pouco formalizada a qual exerce grande influência em sua forma de gestão.

Segundo pesquisa realizada pelo IBGE (2003), podemos considerar como características da gestão das MPE’s: Baixo capital; altas taxas de natalidade e mortalidade; presença de proprietário e membros da família como mão-de-obra nos negócios; decisão centralizada; forte vínculo entre proprietário e organização: não se distingue o termo contábil de financeiros e pessoa física de jurídica; registro contábil inadequado; mão-de- obra não qualificada ou semiqualificada; investimento baixo em tecnologia, entre outros. Para Leone (1999), as MPE’s possuem especificidades próprias, que de acordo com o d PAGF entre outros.

Para Leone (1999), as MPE’s possuem especificidades próprias, que, de acordo com o dicionário Michaelis, significa “a capacidade de agir de modo específico ou produzir algo específico, particular, a especificidade é um dos fatores que constituem a qualidade”. Desta maneira, são divididas em três tipos, que se seguem: a) Especificidades Organizacionais: as empresas possuem sua estrutura organizacional pequena e centralizada. O poder decisório é centralizado, onde seu proprietário ou dirigente é quem discute diretamente com eus clientes, procurando conhecer suas necessidades e fazer a apresentação de seu produto. ) Especificidades Decisionais: baseiam-se as tomadas de decisão nas experiências obtidas, no julgamento ou mesmo no conhecimento imediato, claro e espontâneo do proprietário, centralizando em si todas as decisões. c) Especificidades Individuais: é caracterizada pelo papel predominante do proprietário na organização, confundindo- se pessoa física com pessoa jurídica. Sendo assim, os objetivos e perspectivas das MPE’s se vêem afetados por percursos individuais do seu proprietário. No Brasil, as MPE’s são definidas das seguintes maneiras: pelo Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno porte (Lei no. . 841/99) e o SIMPLES (Lei no. 9. 317) que definem a forma de classificação com base na receita bruta anual da empresa, pelo SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apóio as Micro e Pequenas Empresas) e o RAIS/MTE (Relação Anual de Informações Sociais / Ministério do Trabalho e Emprego) baseiam a classificação das empresas em seu número de funcionários. Tais classificações são descritas na Tabela 1: Tabela 1 – Classif Tabela 1 – Classificação Brasileira das Micro e Pequenas Empresas Classificações Micro Empresas pequenas Empresas N. de funcionários SEBRAE (comércio e serviços) 0-9 10-49 SEBRAE (Indústria) 0-19 20-99 RAIS/MTE 0-19 20-99 Receita Bruta Anual Simples Até R$ 120. 000,00 Até R$ 1. 200. OOO,OO Estatuto das MP8s Até R$ 433. 755,14 Até R$ 2. 133. 222,00 Fonte: Campomar e cezanano (2006, p. 02). A importância das Micro e Pequenas Empresas na Economia do Brasil No Brasil, as Micros e Pequenas Empresas (MPE’s) são de extrema importância para a economia do pais, pois, segundo SEBRAE (2005), representam 99,2% das empresas brasileiras, empregam cerca de 57,2% das pessoas economicamente ativas o país e representam 20% do PIB (Produto Interno Bruto).

As MP8s absorvem a maior parte da mão de obra do país, isto se dá por ser considerada uma alternativa de ocupação para uma parcela da população, devido à facilidade de uma pessoa obter seu próprio negócio, seja ele formal ou informal, além de exigir baixa qualificação profissional. Isso explica a sua baixa particlpação no PIB brasileiro, pois exigindo pouca qualificação, os funcionários de MPE’s possuem uma baixa remuneração.

No entanto, as MPE’s possuem papel importante para a descentralização industrial no país, pois as grandes empresas que e instalaram no Brasil desde os anos 90, vêm acompanhando uma tendência mundial que é incentivar as terceirizações de serviços considerados essenciais para a organização. São as pequenas empresas que fornecem este tipo de serviço, a exemplo podemos citar uma empres pequenas empresas que fornecem este tipo de serviço, a exemplo podemos citar uma empresa que aloca mão de obra para cuidar da limpeza de uma organização de maior porte.

No Brasil, as Micros e pequenas Empresas (MPE’s) sofrem uma alta taxa de mortalidade em relação às grandes empresas. Isto acontece devido às pequenas empresas possuírem recursos financeiros limitados. Assim, como possuem recursos limitados, estas são pressionadas pelas grandes empresas por mão de obra qualificada, pois a qualificação de pessoal passa a ser uma vantagem diante da economia globalizada existente nos dias de hoje. Este passa a ser um problema para as MPE’s, devido não apresentar capital suficiente para remunerar técnicos e pessoas altamente qualificadas, (MORAES e FILHO, 2004).

Outro fator que influência em sua mortalidade precoce é a falta de planejamento, pois com uma gestão inábil e inexperiente, as tomadas de decisão se tornam eficientes; a falta de habilidades e experiência do pequeno empresário, tanto no negócio em que atua quanto na gestão de estoques e na gestão contábil, misturando pessoa física com jurídica. De acordo com Moraes e Filho (2004), as MPE’s também sofrem pressão, por parte de seus fornecedores e clientes (grandes empresas), com relação às formas de pagamento ditadas por estes.

Mesmo com todas as dificuldades, com sua grande relevância no cenário econômico atual e como as grandes empresas dependem delas, as MPE’s devem continuar a persistir em sua sobrevivência. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO As empresas vêm buscando várias maneiras de se tornarem competitivas para conquistar um maior espaço no mercado, visando à maximização de se tornarem competitivas para conquistar um maior espaço no mercado, visando à maximização de seus lucros. Assim, devido à necessidade de obter vantagens competitivas, é da natureza de uma organização gerar um grande volume de informações.

Segundo Stair e Reynolds (2002), a informação é de grande importância para os tomadores de decisão. O conceito de informação vem de dados, que são coisas do mundo real, fatos que quando organizados e ordenados de maneira lógica, osteriormente se transformará em informaçóes (STAIR e REYNOLDS, 2002). O processo de transformação dos dados em informações está ligado à obtenção dos objetivos almejados pela empresa. A TI está relacionada com as áreas de planejamento, desenvolvimento de sistemas, suporte a hardwares e softwares, a processos operacionais e de produção.

Ela abrange todo e qualquer tipo de atividade desenvolvida pela sociedade através de recursos da informática. As organizações investem em TI para conquistarem um melhor desempenho em seus processos, diminuir custos, agilizar as tomadas de decisão, facilitar a omunicação com os clientes, estimular a aprendizagem e a inovação entre os funcionários que visam o crescimento da organizaçao. A Importância da Tecnologia da Informação nas Organizações Durante muito tempo a implantação de Tecnologia da Informação (TI) foi visualizada como um “Centro de Custo”, que servia apenas para automatizar tarefas e limitar o trabalho humano.

Porém, este conceito está mudando, a TI vem enriquecendo todo o processo organizacional, pois, segundo Barbaceli (2009), a inclusão dos Sistemas de Informaçã02 com o uso de Hardware, Software, recursos de mid 2009), a inclusão dos Sistemas de Informaçã02 com o uso de Hardware, Software, recursos de mídia, automação de processos, que são utilizadas pelas organizações, geram dados para serem transformados em informações e com isso trazer o conhecimento para as mesmas. Assim a TI possui cada vez mais um papel relevante no mundo globalizado de hoje, onde as mudanças são constantes e imprevisíveis.

Em um ambiente organizacional, a intenção da informação e do conhecimento é de proporcionar o alcance de seus objetivos. A informação e o conhecimento são criados de forma tão rápida e sem fronteiras, é por este motivo ue se torna necessário potencializar a importância do capital intelectual, uma vez que a organização seja dotada de inteligência, a mesma estará à frente no mundo dos negócios alcançando seus objetivos. Diante deste contexto, uma pergunta se faz necessária: “Quanto custa não ter a Tecnologia da informação? “. ara Stair e Reynolds (2002), “O valor da informação está diretamente ligado ao modo com que esta auxilia os tomadores de decisão a alcançar as metas de sua empresa”, ou seja, significa um aumento no ganho de capital da organização, mas isto pode variar, pois, dependerá de sua estratégia de negócio adotada. Mas a TI sozinha não traz ganhos para o negócio, deste modo, para proporcionar resultados ela deve estar focada estrategicamente nos negócios, ou seja, os investimentos em TI devem estar relacionados com os objetivos organizacionais, no que realmente a organização esteja necessitando para suprir suas necessidades.

Todavia, sem esta relação (investimento em TI x Objetivos Organizacionais) corre-se um grande risco de se fa PAGF 7 sem esta relação (investimento em TI x Objetivos Organizacionais) corre-se um grande risco de se fazer uma implantação de TI cara e inútil, esta pode até ser capaz de realizar o que écnicos esperam dela, porém pode não ser o que realmente a organização necessita. A Tecnologia da Informação pode ser um fator de sucesso para uma organização, tornando-a mais flexível, ágil e sólida (GONÇALVES, 1994).

Porém, para alcançar este resultado e garanti-lo, é preciso relacionar sua visão e estratégia com seus objetivos menores, podendo desta forma, identificar iniciativas em TI que melhor às atende. “É um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicações e recursos de dados que coleta, transforma e dissemina Informações em uma Organização”, (O’BRIEN, 2002). O Impacto da Tecnologia da Informação nas Organizações.

Como já citado anteriormente, a Tecnologia da Informação (TI) é de extrema importância dentro do contexto organizacional, devido seu valor no quesito competitividade, pois esta se caracteriza no bom desempenho da organização. Com isto a TI traz transformações para as organizações, não só para a produção de bens e serviços, mas também leva a novos processos e instrumentos que abrangem toda sua estrutura e comportamento, o que influencia diretamente em sua gestão.

A TI trás para as organizações mudanças radicais, uma vez que é apaz de alterar sua gestão ou o local de realização do trabalho. Diferente de outros tipos de tecnologias, esta aumenta a memória organizacional, transformando o modo de trabalho das pessoas que nelas estão, na produção dos grupos, no desenho da organização e no seu desempenho PAGF 8 OF das pessoas que nelas estão, na produção dos grupos, no desenho da organização e no seu desempenho (PRATES e OSPINA, 2004).

As atividades que mais sofrem alterações dentro da organização são as que possuem maiores informações, segundo Prates e Ospina (2004, p. 13-14), essas são divididas m três grupos, 1 Produção: a física (crescentemente atingida pela robótica e instrumentação de controle), a produção de informação (influenciada pelos computadores em tarefas burocráticas, como contas a receber, contas a pagar, faturamento) e a produção de conhecimento (CAD, CAM, análise de crédito e risco, produção de software); 2.

Trabalhos de coordenação: a telecomunicação é o instrumento fundamental da mudança. Afeta a distância física, a natureza do tempo sobre o trabalho, armazena informações e mantém a memória organizacional como banco de conhecimento; 3. Gestão: afeta a ireção, ao permitir monitorar o ambiente e tomar as decisões para adaptar a organização ao ambiente; afeta o controle, ao medir o desempenho e compará-lo com os planos, para manter- se no rumo desejado.

Sendo assim, a TI altera a natureza de certas tarefas, pois estas deixam de ser manuais e passam a ser eletrônica. De fato, por um lado realmente facilitam o processo de trabalhos rotineiros. por outro lado, este novo modelo influencia fortemente o comportamento das pessoas que as executam, devido o fato desta nova forma de desenvolvê-las exigir o 7 conhecimento de seu conteúdo e natureza, habilidades para perar as novas tecnologias e maior interação entre os indivíduos da organização. NETO, 1999). A estrutura organizacional de uma empresa também sente os efeitos organização. (NETO, 1999). A estrutura organizacional de uma empresa também sente os efeitos da TI. Estes efeitos podem se dar cortando níveis hierárquicos, provocando mudanças em relação aos nlVeis de poder, desta forma, um exemplo é eliminar postos de supervisão e criar postos de gerência, fortalecendo a influência de um e eliminando a do outro.

A Tecnologia da Informação e a Globalização Podemos dizer que a interação se orna uma dependência entre países, fato que vem crescendo cada vez mais, devido um país não conseguir se auto-sustentar, assim um depende dos produtos do outro, formando-se um ciclo que dificilmente acabará, haja vista as crises que se iniciam em um país e em pouco tempo acabam afetando quase todos os parses do planeta, (COLEN, 2009). ? desta dependência que surgiu a necessidade de obter maiores informações de forma rápida, segura e de grande valor, é aí que encontramos a Tecnologia da Informação (TI). Segundo Souza et al (2007), as empresas devem estar interconectadas de um país ao outro, com esta ligação a TI assa a ser um item chave para a vida corporativa, fazendo parte de seu desenvolvimento na obtenção de vantagens competitivas, em sua vida social e principalmente em sua comunicação.

Para o mesmo autor, a globalização, que vem sendo muito discutida, é impulsionada pela TI. Sendo assim, há um paralelo entre essas duas poderosas forças, pois elas moldam o cenário econômico atual. A Figura 1 mostra como a TI apóia a globalização, possibilitando operações mundiais de vendas, parcerias e alianças estratégicas entre empreendimentos globais de modo instantâneo e barato, (STAR E REYNOLDS, 2002). Figura I Dire

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