Análise por indices

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Uninorte – Centro Universitário do Norte DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE JONAS CAVALCANTE DE ALMEIDA DISCIPLINA: ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1 -AANALISE ATRAVES DE INDICES Os índices são relações que se estabelecem entre duas grandezas e justificam-se, quando se deseja analisar a situação econômico-financeira de uma entidade, pelo fato de que a observação e apreciação de certas relações ou percentuais é mais significativa do que a apreciação de todos os itens contidos nas demonstrações. Tradicionalmente, a se valido do expedie relacionando as mais demonstrativo opera aos resultados de tai e balanços têm- de quocientes, -. b nço e do ria to view uir um significado 995, p. 81) Como já se comentou no in cio deste cap tulo, é muito mais oportuno, então, selecionar um grupo de índices de boa representatividade que permitam à empresa análises precisas do que ater-se ao cálculo de uma série de quocientes, muitas vezes sem validade alguma.

Não obstante, a Análise através de índices, assim como as demais análises, deve servir ao fim a que se destlna; portanto, antes de se proceder a ela, é necessário responder o que se pretende com os cálculos e Índices que serão encontrados. onfirmando isto, MATARAZZO (1995, p. 1 54) alerta: “0 importante não é o cálculo de grande número de índices, mas de um conjunto de índices que permita conhecer a situação da empresa, segundo o grau de profundidade desejada na análise’ . Mais uma vez, faz-se mister lembrar que a proposta deste estudo é associar o ciclo de vida de uma o organização às suas demonstrações contábeis.

Portanto, serão envidados esforços, a partir daqui, no sentido de discutir um grupo de itens selecionados que podem levar ao fim desejado. Enfim, a prática tem feito sentir que a grande contribuição deste ipo de análise está em fornecer avaliações genéricas sobre diferentes aspectos da firma em questionamento, sem descer a um nível maior de profundidade. Uma especial importância tem sido dada a esta análise quando da tarefa de previsão de insolvência. Por estas razões os Índices têm sido a técnica de análise mais empregada no universo econômico e financeiro das empresas. Como avaliar os índices?

Não é conveniente avaliar os índices tomando-se apenas um parâmetro. O importante é ponderá-los sob diversos aspectos, por isto os índices devem ser avaliados: • pelo significado intrínseco; ?? pela comparação ao longo de vários exercícios; • pela comparação com índices de outras empresas ou Índices- padrão. Pela forma como será abordado este tópico, poder-se-á perceber que o índice é a “relação” existente entre os dados das demonstrações contábeis, cujo objetivo reside em evidenciar determinado aspecto, associado a uma visão abrangente da situação econômica ou financeira de um empreendimento.

Nos QUADROS IV, V e VI que se seguem, estão segmentados, por grupos, os índices a serem enfocados nesta pesquisa: QUADRO IV – INDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAL Índice Participação de Capital de IComposição do mobilização do Patrimônio I Imobilização dos Recursos I [Terceiros (Endividamento) I Endividamento I Líquido Fórmula não Correntes ICapital de Terceiros PAGF Icapital de Terceiros Passivo Circulante Ativo Permanente [patrimônio Líquido I Capital Terceiros Patrimônio Líquido P.

L. + E. L. P. I Analisa Quanto a empresa tomou de Qual o percentual de I Quantos $ se aplicou no I Que % dos Recursos nao Icapital de terceiros para lobrigaçóes a curto prazo Ativo Permanente para cada Correntes foi destinado Icada $ 100 de capital em relação às obrigações 100 de Patrimônio lao Ativo Permanente I próprio totais Liquldo I Interpretação Quanto menor, melhor Quanto menor, melhor Quanto menor, melhor I Quanto menor, melhor Obs. todos os resultados encontrados devem ser multiplicados por 100. Fonte: Adaptado de MATARAZZO (1995) QUADRO V – INDICES DE RENTABILIDADE I Índice Margem Líquida Giro do Ativo Rentabilidade do Ativo I Rentabilidade do IVendas Líquidas I Lucro Líquido * Lucro Líquido * IAtivo Ativo P.

L médio obtém de I Quan Quanto a empresa vendeu I Quanto a empresa Quanto a empresa vendeu IQuanto a empresa obtém de I Quanto a empresa obtém de Quanto a empresa btém de I [para cada $ 1 de lucro para cada $ 100 | lucro para cada $ 100 de Ilucro para cada $ 100 de I linvestimento total Ivendidos investimento total em média, no exercício I capital próprio investido, I Quanto maior, melhor Quanto maior, melhor Quanto maior, melhor IQuanto maior, melhor * o resultado encontrado deve ser multiplicado por 100.

Fonte: Adaptado de MATARAZZO (1995) QUADRO VI – INDICES DE LIQUIDEZ I Liquidez Seca Liquidez Geral Liquidez Corrente Clrculante Circulante Ativo Circulante + Realizável LP Ativo Circulante – Estoques [Passivo Circulante 4 Exigível LP Passivo

Quanto a empresa possui de Ativo Quanto a empresa possui de Ativo Quanto a empresa possui de Ativo ICirculante + Realizável a LP para cada I Circulante para cada $ 1 de Circulante, para cada $ 1 de prazo 1$ 1 de dívida total I dívida de curto prazo, sem Id[vida de curto comprometer os estoques I nterpretação maior, melhor I Quanto Fonte: Adaptado de MATARAZZO (1995) Os quadros anteriormente apresentados constituem-se em um referencial para se Iniciar a análise através de índices. mportante dizer que o item “interpretação” contido nestes quadros está apresentado, para a maioria dos índices, de orma genérica, ou seja, na maioria dos casos é esta a forma de se interpretar. A titulo de exemplo pode-se tomar o Índice de partlcipação de Capital de Terceiros: geralmente, quando a empresa depende menos de terceiros é uma situação melhor e por isso é que se diz que, quanto menor este Índice, melhor; no entanto, dependendo do contexto que a firma está inserida, está pode não ser a melhor interpretação.

Portanto, vale reforçar o que já foi dito no início desta abordagem em que a análise deve cumprir o fim a que se destina e isto leva a crer que o índice pode ser melhor visualizado se for inserido o contexto da razão da análise. MARION (1997, p. 455) também destaca este cuidado: ‘ o analista deverá tomar uma série de precauções quanto à interpretação dos índices. Muitas vezes, podem dar falsa imagem de uma situação.

Insistindo ainda que se deve ter cuidado para afirmar o que é um bom índice, MARION (1997, p. 459) adverte: “Conceituar o índice, todavia, sem outros parâmetros, é uma atitude bastante arriscada, por isso desaconselhável. Assim, apresenta-se o item “interpretação” para ser utilizado como um referencial inicial na análise e, como já se disse, a forma como está colocado neste traba PAGF s OF eferencial inicial na análise e, como já se disse, a forma como está colocado neste trabalho é de interpretação genérica.

Antes de se adentrar na discussão dos índices propriamente ditos, faz-se conveniente ressalvar também que na abordagem que será feita não se considerará o Ativo Realizável a Longo Prazo, por sua rara existência nas atividades de empresas de pequena dimensão, e mesmo porque, quando existe, na maioria das vezes possui valores irrelevantes. 2 – Índices de Estrutura de Capital Este grupo de índices evidencia a situação financeira da entidade, isto é, procura apontar os grandes caminhos das decisões inanceiras em termos de obtenção e apllcação de recursos e também como se encontra o nível de endividamento.

Um aspecto importante a se destacar é que o sucesso de muitas empresas depende do sucesso da administração financeira das mesmas, especialmente de um bom gerenciamento, a fim de se obter um equilíbrio, na estrutura de capitais, entre os recursos de terceiros e os recursos próprios. É neste grupo de Índices que se verifica o maior cuidado com relação às interpretações de “quanto maior melhor” e vice-versa. para justificar a idéia de que a esta interpretação é aplicada de orma geral e não total, veja-se o que diz MARION (1997, p. 64): “Não há dúvida de que, principalmente em época inflacionária, é apetitoso trabalhar mais com Capital de Terceiros que com Capital Próprio. Essa tendência é acentuada quando a maior parte do Capital de Terceiros é composta de ‘exigíveis não onerosos’, isto e, exigíveis que não geram encargos financeiros explicitamente para a empresa (não há juros nem correção monetária: fornecedores, impostos, encargos sociais a pagar etc. ), ‘ correção monetária: fornecedores, impostos, encargos sociais a pagar etc. . E continua: ‘Por outro lado, uma participação de Capital de Terceiros exagerada em relação ao Capital Próprio torna a empresa vulnerável a qualquer intempérie. Normalmente, as instituições financeiras não estarão dispostas a conceder financiamentos para as empresas que apresentarem esta situação desfavorável. Em média, as empresas que vão à falência apresentam endividamento elevado em relação ao patrimônio Liquido. ” (MARION, 1997, p. 54/465) Daí a necessidade de, no momento de se analisar tais indicadores, tentar qualificá-los ou caracterizá-los, pois uma dívida omo complemento dos Capitais Próprios, por exemplo, com finalidade de ampliação, modernização ou expansão do Ativo, é um endividamento sadio, ainda que elevado, uma vez que estas aplicações produtivas irão gerar recursos para saldar os compromissos. Já as dividas contraidas para pagar outras dívidas que estão vencendo não geram recursos para os pagamentos e a empresa acaba entrando num circulo vicioso de empréstimos sucessivos.

Em última análise, as discussões feitas a respeito de cada uma dos [ndices a seguir apresentarão o tipo de interpretação mais genérico, porém não aplicável a toda e qualquer situação. ) Participação de Capital de Terceiros • Capital de Terceiros x 100 Neste quociente encontram-se relacionados os dois grandes blocos componentes das fontes de recursos que a empresa possui: Capital de Terceiros e Ca ital Próprio. Da sua análise é poss[vel se detectar quant omou de capitais de PAGF 7 OF terceiros para cada $ 100 de capital próprio investido.

Se a empresa for visualizada sob o prisma financeiro, pode- se afirmar que, quanto menor este índice, melhor; isto porque, quanto maior ele for, maior será a dependência da empresa junto a terceiros e menor será, então, a sua liberdade de decisões inanceiras. por isso, em alguns casos, este indicador é também chamado de Grau de Endividamento. Já sob o prisma de obtenção de lucro, MATARAZZO (1995, p. 160) afirma que ‘ . pode ser vantajoso para a empresa trabalhar com capitais de terceiros, se a remuneração paga a esses capitais de terceiros for menor que o lucro conseguido com a sua aplicação nos negócios”.

Todavia, o Índice de participação de Capital de Terceiros deve ser interpretado sob o ponto de vista financeiro para se detectar o risco de insolvência, e não em relação ao lucro. Enfim, para exemplificar, se a “Empresa X Ltda. encontrar, em 1995, o índice de 132, significa que para cada $ 100,00 de capital próprio a empresa tomou $ 132,00 de capital de terceiros, e isto quer dizer, financeiramente, que a empresa depende mais de terceiros do que dela mesma e, portanto, sua flexibilidade de atuação poderá estar diminuída em função de ver-se condicionada a terceiros. ) Composição do Endividamento Passivo Circulante x 100 Capital de Terceiros A finalidade do índice de Composição do Endividamento reside em identificar que percentual das obrigações totais da firma corresponde a dívidas de curto prazo. De forma geral, quanto menor for este índice, melhor; ou seja, é muito mais conveniente para a empresa que suas dlVidas sejam de longo prazo, pois assim ela terá mais tempo para buscar ou gerar recursos para saldá-las. Mesmo porque, em dias de hoje, PAGF 8 OF ela terá mais tempo para buscar ou gerar recursos para saldá- las.

Mesmo porque, em dias de hoje, conseguir recursos é tarefa das mais árduas, especialmente para as empresas de pequena dimensão. Vale dizer, porém, que se os recursos no curto prazo forem mais baratos esta análise ou interpretação de quanto menor melhor pode inverter-se. Se no índice anterior a análise revelou qual é a participação dos capitais de terceiros no empreendimento, neste momento é preciso identificar quanto deste capital que a empresa é obrigada a restituir poderá ser restituído a longo prazo e quanto a curto prazo. Retomando-se o exemplo da “Empresa X Ltda. , suponha-se agora que a composição do endividamento encontrada foi de 72: isto significa que, de todas as obrigações que a empresa possui junto a terceiros, 72% são de curto prazo e os 28% restantes são de longo prazo. c) Imobilização do Patrimônio Líquido Ativo Permanente x 100 ? um quociente cujo intuito é revelar qual a porcentagem dos recursos próprios que está imobilizada ou que não está em giro. O cálculo da Imobilização do Patrimônio Líquido deverá revelar quanto a empresa aplicou no Ativo Permanente para cada $ 100 de Patrimônio Líquido. ? evidente o quanto a economia atual tem demonstrado a necessidade de se possuir um bom capital de giro, por isso pode-se afirmar que quanto menor for este índice melhor é para a firma. De outra forma: quanto mais a empresa dedicar do Patrimônio Líquido ao Ativo Permanente, menos recursos próprios sobrarão para o Ativo Circulante e, em consequêncla aior será a dependência a capitais de terceiros para o financiamento do Ativo Circulante. Mais uma vez MATARAZZO (1995, p. 1 64) afirma com muita propriedade: ‘O ideal do Ativo Circulante. ropriedade: “O ideal em termos financeiros é a empresa dispor de patrimônio Liquldo suficiente para cobrir o Ativo permanente e ainda sobrar uma parcela – CCP = Capital Circulante Próprio – suficiente para financiar o Ativo Circulante. (Por suficiente entende-se que a empresa deve dispor da necessária liberdade de comprar e vender sem precisar sair o tempo todo correndo atrás de bancos. ‘ No caso da “Empresa X Ltda. “, o indicador de Imobilização o Patrimônio Líquido encontrado, em 1995, foi de 83, o que representa que para cada $ 1 00,00 de Patrimônio Líquido, $ 83,00 foram investidos no Ativo permanente.

Importante ressa tar que os 17% restantes foram empregados no Ativo Circulante. Essa parcela de 1 7% do Patrimônio Liquido investido no Ativo Circulante é denominada de Capital Circulante Próprio. Portanto: Capital Circulante Próprio = Patrimônio Líquido – Ativo Permanente Se no ano de 1996, por exemplo, a empresa em estudo encontrou um índice de 109, significa que para cada $ 100,00 de patrmônio Liquido a firma investiu S 109,00 no Ativo

Permanente, isto é: imobilizou todo o Patrimônio Líquido mais recursos de terceiros equivalentes a 9% do Patrimônio Liquido; o Ativo Circulante é todo financiado por recursos de terceiros; e tem um Capital Circulante Próprio Negativo. d) Imobilização dos Recursos não Correntes Patrimônio Líquido + Exig(vel a Longo Prazo Este indicador demonstra qual o percentual de Recursos não Correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente. Toda a discussão feita no índice de Imobilização do Patrimônio Líquido pode ser retomada para a análise deste quociente. Porém, deve-se entender

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