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ATPS – ETAPA 1 Como a modernização e a tecnologia influenciam nas relações humanas Shani Falchetti e Raphael Henrique Castanho Di Lascio [email protected] com. br Shani Falchetti, graduanda do 50 ano de Psicologia da Universidade Tuiuti do Paraná. Raphael Di Lascio, professor do Curso de Psicologia da Universidade Tuiuti do Paraná. 2003 Artigo apresentado como trabalho de conclusão de curso atendendo os requisitos necessários para a aprovação na habilitação de forma 6 Swipe nentp Idioma: português d ra„, , „ Palavras-chave: Tecn modernização.

Resu cionamento, rda, questões ertinentes à modernização e a tecnologia, seus avanços e influências no cotidiano do ser humano. A Revolução Industrial tornou as organizações maiores e mais complexas, trazendo consigo avanço tecnológico e uma visão focada para a lucratividade e produtividade, onde homens já não identificam- se com o produto de seu trabalho.

Cada vez mais percebemos em nossos lares e local de trabalho, as amarras da tecnologia bitolando fortemente o ser humano, individualizando-o, dificultando seu contato e relacionamento com os demais, mutilando indiretamente a criatividade, a imaginação, a ercepção e a espontaneidade. Uma grande parte de nossas vidas é gasta nos domínios da conformidade; estamos sujeitos ? considerável manipulação e ajustamento, e é bem possiVel que muitas das escolhas que nos estão abertas, são mais aparentes do que reais.

O homem vai deixando de lado sua capacidade para tornar-se a “engrenagem de uma máquina”. A experiência do homem urbano, metropolizado, funde-se com a tecnologia moderna. Mudanças na estrutura urbana, na arquitetura, nos meios de comunicação e no transporte de uma sociedade midiática correspondem à nova estrutura da Vida. Parece que o itmo das máquinas impõe um novo ritmo e um novo tempo para o ser humano.

Há pouco mais de cem anos o Brasil era um país predominantemente agrário. Ainda que as cidades existissem e que algumas fábricas pudessem ser encontradas em certas regiões do país, a paisagem rural foi largamente preponderante até 1870 pelo menos. A riqueza brasileira provinha até então, principalmente da agricultura e da exportação de produtos agrícolas.

Senhores de terra e escravos constituíam as camadas sociais mais importantes, embora um contingente de população livre se tornasse gradativamente expressiva a partir de 1850, uando o sistema de produção brasileiro, herdado do período colonial, entrou em colapso com a extinção do tráfico negreiro, entre outros fatores (DECCA, 1991). Ao longo do século XIX o mundo rural prevaleceu sobre o mundo urbano no Brasil, ainda que, na Europa, a produção industrial e a vida urbana já fossem realidades significativas desde os fins do século XVIII.

A chamada Revolução Industrial havia alterado os rumos do desenvolvimento sócio-econômico europeu: a fábrica mecanizada modificara e remodelara não só as formas de produção e de trabalho mas a própria organização social. Iniciado na Inglaterra, o processo de mecanização da produção se estendeu pela Europa, tornando-se a fábrica centro decisivo para a economia e pa 36 produção se estendeu pela Europa, tornando-se a fábrica centro decisivo para a economia e para o poder e a dominação da burguesia.

A fábrica generalizou-se enquanto sistema de produção, aparecendo, com sua implantação, novas formas de pensar (DECCA, 1991 p. 03). Nas décadas finais do século XIX no Brasil, transformações econômicas e sociais propiciaram as condições necessárias para a industrialização (processo social em que a fábrica ocupa o lugar central) e para um esenvolvimento urbano acelerado.

Pequenos núcleos urbanos e cidades se expandiram, enquanto novos centros urbanos se formaram; as chaminés de fábricas e conjuntos industriais os povoaram, modificando-lhes a feição pacata e imprimindo- lhes outro ritmo de atividades. Novas formas de vida surgiram ao lado de formas de viver do mundo agrário, existentes desde há muito tempo (DECCA, 1991). 0 domínio das forças naturais pelos novos processos técnicos exigiu esforço coletivo e conjugado de numerosas equipes de trabalhadores, e, essas equipes estavam sempre em função de um equipamento, uma máquina.

O trabalho urbano era bastante heterogêneo; operários industriais e urbanos, trabalhadores assalariados ou independentes, operários de grandes e pequenas indústrias, de oficinas de tamanho médio ou de “fundo de quintal” (DECCA, 1991 atividade industrial, sempre crescente, era conduzida fundamentalmente no interior de empresas de pequeno e médio porte, ainda que as grandes fábricas existentes concentrassem o maior número de operários e a maior quantidade de capital, sendo responsáveis também pela maior parte da produção industrial.

Nossa indústria era bastan capital, sendo responsáveis também pela maior parte da rodução industrial. Nossa indústria era bastante setorizada. Haviam vários ramos industriais. A divisão de tarefas e a especialização pela atividade desenvolvida, era de extrema importância para originar uma produtividade mais acelerada. Do artesão de “fundo de quintal” que desenvolvia as etapas para a confecção do seu produto, passou-se a subdivisões de tarefas onde cada funcionário desempenhava uma atividade específica de uma das etapas da confecção.

A agilidade era cobrada pelos donos das fábricas, o homem começou a ser apenas uma das “engrenagens de uma máquina” (DECCA, 1991). MARK1 (1960, itado por DECCA,1 991 ) pensador do sistema capitalista, observou o processo de trabalho no artesanato, na manufatura e na grande industria. Notou que no artesanato e na manufatura “o trabalhador se servia de sua ferramenta, enquanto na fábrica ele passava a servir à máquina”.

Se o trabalhador detinha antes o controle sobre o processo e as condições de trabalho, com a mecanização da produção, no sistema de fábrica, esse controle escapou de suas mãos. Na verdade, o trabalhador foi submetido e dominado por suas condições de trabalho. Com a fábrica houve dependência crescente do trabalho diante do apital, o qual passou a desempenhar cada vez mais funções de coerção e disciplina. Éo ponto de partida para um sistema de vida associativa que exige condições psicológicas novas e compreensão do sentido da sociedade para o resultado comum.

O produto deixa de ser fruto direto do produtor individual para converter-se em produto social, em produto comum de um operário col 4 36 comum de um operário coletivo; isto é, de um pessoal trabalhador combinado, cujos membros intervêm mais ou menos diretamente no manejo do objeto sobre o qual se exerce o trabalho. Agora, para trabalhar produtivamente já não ? necessária uma intervenção manual direta no trabalho; basta ser órgão do operário coletivo, executar qualquer das funções desdobradas (AGOSTI, 1970, p. 49).

Atualmente, há máquinas industriais de enorme potencial produtivo estabelecidas sobre modificações tecnológicas. Nossa engenharia possui amplos e detalhados conhecimentos sobre as características da máquina, indo até o seu botão de acionamento-ponto no qual o operador entra em contato com ela. O operador é considerado dependente variável; espera-se que ele se molde e adapte-se com as necessidades e imposições da máquina. Pergunta-se então: a ue preço? Ao preço de um homem despojado de sua liberdade, de sua dignidade; um homem condicionado, um homem- massa, incapaz de ação original, de criar, ampliar e pensar… penas decorar e agir. Tudo isso parece inferido das afirmações de FREUD2 (1 924, citado por AGOSTI, 1970) em sua “Psicologia das Massas”, quando afirma que o homem, ao pertencer a uma massa organizada desce vários degraus da escada da civilização. É definitivamente a imunidade de um sistema que ao separar o homem do produto de seu trabalho, ao limitá-lo em sua função criadora, mediante a fragmentação de suas práticas de trabalho, az com que o trabalho, que é uma condição essencial do homem, converta-se no seu castigo.

Segundo (SPRANGER, 1970) um dos sintomas da crise do essencial do homem, converta-se no seu castigo. Segundo (SPRANGER, 1970) um dos sintomas da crise do homem é a divisão do trabalho, que dispersa as forças do indivíduo e assume proporções funestas, fazendo com que o homem deixe de ser pessoa para converter-se em “rodas movidas de fora”. A velocidade das técnicas leva a uma unificação do espaço, fazendo com que os lugares se globalizem. Cada local, não importa onde se encontre, revela o mundo, já que os pontos desta malha brangente são susceptiVeis de intercomunicação.

McDonald’s, Coca-Cola, cosméticos Revlon, calças jeans Ellus, televisores Toshiba, chocolate Nestlé, tênis Reebok…. Familiaridade que se realiza no anonimato de uma civilização (ORTIZ, 1994). QuaI a questão mais vital para as empresas hoje? Capital? Estratégia? Produtos Inovadores? Tecnologia de Ponta? São todos eles, itens poderosos. Mas subitamente perdem a intensidade e a força quando confrontados com outro tópico: o talento. Nada é tao vital na agenda das empresas hoje como o talento.

O movimento de valorização das relações humanas no trabalho surgiu da onstatação da necessidade de considerar a relevância dos fatores psicológicos e sociais na produtividade. As bases desses movimentos foram dadas pelos estudos desenvolvidos pelo psicólogo Elton Mayo (1890-1949), seu estudo veio demonstrar a influência de fatores psicológicos e sociais no produto final do trabalho. Como consequência passou-se a valorizar as relações humanas no trabalho. Mas até que ponto essa valorização é efetivada?

Na era da modernidade, competitividade, produtividade e lucratividade onde enquadra-se a figura humana, o fu 6 modernidade, competitividade, produtividade e lucratividade nde enquadra-se a figura humana, o funcionário, suas necessidades, restrições e bem-estar. Mesmo hoje, quando pratica-se a Gestão de Pessoas, ainda temos empresas que utilizam Gestão de Recursos Sub-Humanos, com funcionários sujeitos a mais de 10 horas de trabalho diário e péssimas condições de trabalho (Dl LASCIO, 2001, P. 1). 0 fator humano está sendo deixado em segunda, terceira ou quarta opção; para algumas empresas poder-se-ia afirmar que é visto sob uma perspectiva de engrenagem, em outras palavras comparado como uma máquina. Segundo Dl LASCIO (2001), O Psicólogo o Trabalho e Organizacional vêm se preocupando com estas questões, pois o volume de pessoas com estresse ou outros problemas como depressão, causados por essa pressão contínua e excessiva, está aumentando assustadoramente.

Na psicologia encontra-se muitas informações, técnicas e instrumentos que podem melhorar as relações e o ambiente de trabalho do individuo, seja em seu relacionamento interpessoal ou nas atividades de grupos de trabalho, pois acreditamos e queremos que o indivíduo venha a ser mais produtivo mas de forma natural e criativa. Queremos que o trabalho se transforme em onte de prazer e bem estar e não de pesadelo. Ser humano trabalhador, sempre terá para nós muito mais valor que a tecnologia, a máquina ou o computador, já que nao existe nada que o substitua, por mais que tentem (DI LASCIO, 2001, p. 1). 0 condicionamento se desdobra através do tempo e da tecnologia. A rede se estende, a descentralização alastra-se geograficamente, abrange nações e vai ocupando os con a descentralização alastra-se geograficamente, abrange nações e vai ocupando os continentes. O ser humano passa pela massificação anônima para a atomização solidária através dos eios. Há velocidade em tudo, a internet, o fax, o telefone, o avião, o jato… vão derrubando fronteiras nacionais e tornando obsoletas as organizações locais. A roda, a bicicleta e o avião, fases iniciais de universalização.

A medida que a automação se impõe, torna-se óbvio que “informação” é a mercadoria fundamental, e que os produtos sólidos são puros Incidentes no movimento de informação (HORE, 1969). A rede, a teia eletrônica, vai desenvolvendo áreas cada vez mais amplas do planeta. Jogos e esportes simbólicos da vida, a morte de uns e a prevalência de outros. A máquina de escrever e o computador, o telex e o telefone, a vitrola e o cinema, o rádio e a televisão, a carta e o e-mail, as armas e a automação. O homem vai sendo mudado, ocupa seu planeta como espécie.

Os jovens reagem ao vazio de uma educação superada. Nada tem a ouvir ou dizer a uma sociedade robotizada e buscam comunicação não verbal na música e na dança. Daí, o espectro do desemprego e da ausência de propriedade na era da eletricidade. Riqueza e trabalho tornam-se fatores de informação, e estruturas totalmente novas são necessárias para dirigir um negócio ou relacioná-lo com ercados e necessidades sociais. A insensibilidade coletiva em relação aos efeitos da tecnologia e dos meios impede a tomada de consciência sobre como eles atuam.

A elevada aceleração dos processos, talvez provoque as mudanças que hoje não se processam na consciência do homem. E, em tudo isso, processos, talvez provoque as mudanças que hoje não se processam na consciência do homem. E, em tudo isso, o homem, eterno ou moldado, como fica ante o novo mundo que ele próprio organiza sem saber (FIORE, 1969)? 0 processo de tecnologia de nosso tempo está remodelando e reestruturando adrões de interdependência social e todos os aspectos de nossa vida pessoal. Por ele somos forçados a reconsiderar e reavaliar, praticamente todos os pensamentos, todas as ações e todas as instituições.

Tudo está mudando dramaticamente. o processo mais atingido da observação tornou-se completamente irrelevante nestes tempos novos, porque se baseia em reações psicológicas e conceitos condicionados pela tecnologia de outrora – a mecanização. confusões inumeráveis e um profundo sentimento de desespero emergem invariavelmente nos períodos de grandes transições tecnológicas e culturais. O nosso, ? o tempo de romper barreiras, de suprimir velhas categorias, de fazer sondagens em todas as direções.

Hoje, dominar os recursos tecnológicos genéricos e específicos da empresa é requisito essencial para que os profissionais contribuam para a competitividade dela no mercado. Entretanto, esses mecanismos, quando mal utilizados pelos funcionários, podem trazer resultados inversos. para evitar o problema, é preciso que os funcionários possuam um perfil de adaptação a esses recursos, para que saibam operá-los de forma correta e assim promover o crescimento da organização. Mas o que fazer para adaptar os uncionários ao perfil exigido pelas atuais soluções tecnológicas implantadas pelas empresas?

Será que está havendo tempo, em meio a corr tecnológicas Implantadas pelas empresas? Será que está havendo tempo, em meio a corrida acelerada para a obtenção de lucro, de preocupar-se com o ser humano? Segundo FIORE (1969), os sistemas de circuitos elétricos derrubam o regime de “tempo” e “espaço” e despejam sobre todos nós instantaneamente e continuadamente as preocupações, todos os padrões de trabalho fragmentado tendem a combinar-se mais uma vez em “papéis” ou formas de trabalho comprometidos e exigentes.

A fragmentaçao das atividades, nosso hábito de pensar em pedaços e partes – a “especialização” – refletiram, passo a passo, processo de departamentalização linear inerente à tecnologia do alfabeto. A modernização e tecnologia entrelaçam os homens uns com os outros. As informações despencam sobre nós, instantaneamente e continuadamente. Tão pronto se adquire um novo conhecimento, este é rapidamente substituído por informação ainda mais recente. Nesse mundo, eletricamente configurado, forçou-nos a abandonar o hábito de dados classificados para usar o sistema de identificação de padrões.

SCHWElTZER3 (1948, citado por MESQUITA, 1978) afirma que as afinidades com o nosso próximo desapareceram. Estamos a caminho franco da desumanização. Onde a idéia de que a pessoa como pessoa nos deva interessar periclita; periclitam também com ela a cultura e a moral. Daí, para a desumanização completa da vida pouco vai: é questão apenas de tempo. Nossa cultura oficial se esforça para abrigar os novos melos a fazerem o trabalho dos antigos. Atravessamos tempos difíceis, pois somos testemunhas de um choque de proporções cataclísmicas entre duas grandes tecnologias. Ab 0 DF 36

Karl marx

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aliar-se à China de Chiang Kaishek, e no Partido Comunista Indochinês, fundado por Ho Chi Minh , que, em 1941,

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