Historia do brasil

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HISTORIA DO BRASIL Apostila especial para concursos públicos: À Polícia Rodoviária Federal O BRASIL REPUBLICANO As diversas forças sociais que se uniram para proclamar a República – Exército, fazendeiros do café, camadas médias urbanas – organizaram-se para formar um Governo Provisório Sob a liderança de Deodoro da Fonseca, a primeira administração do novo regime procurou conciliar os diversos interesses desses grupos sociais. Entre as principai estão: 7 federalismo – as pr ínt:.. ,_ -p next page em estados-membro administrativa em rel o nome de Distrito Federal; Governo Provisório, transformadas aior autonomia l, cuja sede recebeu separação entre Igreja e Estado – a Igreja passa a ter autonomia em relação ao governo. Em conseqüência, foram criados o registro civil de nascimento e o casamento civil; I_LJ grande naturalização – todos os estrangeiros residentes no Brasil seriam legalmente considerados cidadãos brasileiros.

Quem não quisesse ser naturalizado deveria manifestar sua vontade de ficar com a antiga cidadania; (_LJ Bandeira da República – uma nova bandeira nacional foi criada para substituir a antiga bandeira do Império. O lema da bandeira nacional, Ordem e Progresso, foi sugerido pelo ministro a Guerra, Benjamim Constant. O lema tem sua origem no positivismo, que pregava o amor por propício, a ordem por base e o progresso por fim; w Assembléia Constituinte – convocação de uma Assembléia -lal Studia Assembléia Constituinte, que seriam realizadas em 15 de setembro de 1890.

Durante esse curto período, acirraram-se as divergências entre Deodoro e os ministros e destes entre si, na luta pela hegemonia dentro do novo bloco que assumira o poder. O Ministério da Fazenda, comandado por Rui Barbosa, voltou-se para questões que intensificaram ainda mais os desentendimentos entre as forças sociais que representavam governo: tarifas alfandegárias, créditos, emissão de moeda, legislação de sociedades anônimas.

A República havia herdado da Monarquia um grande déficit na balança de pagamentos. As importações oneravam em muito o Tesouro Nacional; as despesas com a infra-estrutura urbana eram enormes, pois expandia-se a rede ferroviária, aparelhavam-se melhor os portos, instalavam-se fábricas. Além disso, eram altos os gastos com a mão-de-obra assalariada. A abolição da escravatura e a corrente migratória criaram um número maior de assalariados. O País não dispunha, entretanto, e papel-moeda suficiente em circulação.

O ministro da Fazenda tentara, sem sucesso, obter alguns empréstimos no exterior, pois reinava na Europa muita desconfiança em relação ao novo regime brasileiro. A solução foi emitir papel-moeda através de alguns bancos. A emissão de papel-moeda aumentou o dinheiro circulante e reativou os negócios, mas, como a produção interna não cresceu nas mesmas proporções, a inflação também aumentou. Além disso, o crédito fácil resultou em uma violenta especulação com as ações das novas empresas que surgiam.

Esta especulação ficou conhecida como encilhamento. A especulação desenfreada chegou a ocasionar o aparecimento de “firmas fantasmas”, isto é, que só existiam no papel, somente 2 OF o aparecimento de “firmas fantasmas”, isto é, que só existiam no papel, somente na forma de ações. A inflação aumentou e, conseqüentemente, houve muitas falências, levando a economia a uma grande crise. Os cafeicultores protestaram contra a reforma financeira de Rui Barbosa, pois não lhes interessava uma politica que desse mais importância à indústria do que ao café.

Além disso, no próprio ministério, muitos colegas também criticavam a reforma. Pressionado, demitiu-se do cargo em janeiro de 1891. REPUBLICA DA ESPADA 1. Governo da Deodoro da Fonseca Depois de elaborar a Constituição de 1891, a Assembléia Constituinte foi transformada em Congresso Nacional e, nessa condição, deveria eleger os primeiros presidente e vice- presidente da República. Havia sido articulada uma chapa oposicionista, ligada aos interesses das oligarquias estaduais e liderada por Prudente de Morais, que foi, porém, derrotada.

Os rumores sobre a intervenção mil•tar para impor Deodoro, caso não vencesse as eleições, garantiram sua vitória. Em compensação, o candidato oposicionista à vice-presidência, Floriano Peixoto, derrotou o vice de Deodoro. Não dispondo de maioria parlamentar, Deodoro sofreu várias derrotas no Congresso, que vetou muitos de seus projetos. Não conseguindo conviver politicamente com o Congresso, Deodoro dissolveu-o e prendeu seus principais líderes.

Recebeu apoio de parte do Exército e de vários presidentes estaduais. Congressistas liderados por Floriano, Wandenkolk e Custódio de Melo arquitetaram então um contragolpe, ao qual Deodoro tentou resistir, ordenando a prisão do almirante Custódio de Melo. Este reagiu sublevando uma esquadra, cujos navios postaram-se na baía de Guanabara, 3 OF Custódio de Melo. Este reagiu sublevando uma esquadra, cujos navios postaram-se na baía de Guanabara, ameaçando bombardear o Rio de Janeiro, caso Deodoro não renunciasse.

Sem alternativa, Deodoro renunciou e entregou o poder ao vice-presidente Floriano Peixoto, em 23 de novembro de 1891. 2. Governo de Floriano Peixoto No governo de Floriano, o ministro Serzedelo Correa desenvolveu uma politica econômica e financeira voltada para a industrialização: tarifas protecionistas e facilidades de crédito oram concedidas, porém, acompanhadas de medidas para controlar a inflação e impedir a especulação.

As mesmas oligarquias que apoiaram o golpe para a derrubada de Deodoro, passaram a fazer oposição a Floriano, fundamentando-se no artigo 42 da Constituição, que dizia: “Se, no caso de vaga, por qualquer causa à Presidência, não houver decorrido dois anos do período presidencial, proceder-se-á a novas eleições”. A oposição a Floriano ocorreu também entre as patentes do Exército: 13 generais elaboraram um manifesto em que declaravam ser o governo de Floriano inconstitucional. Foram unidos com o afastamento de seus cargos.

Até o fim de 1894, ainda haveriam mais dois graves acontecimentos: a Revolução Federalista e a Revolta da Armada. A luta pelo poder colocava frente a frente as duas maiores facções de grandes proprietários de terras no Rio Grande do Sul. De um lado, agrupavam-se os federalistas – chamados de maragatos – liderados por Gaspar Silveira Martins, que exigiam uma reforma na Constituição do Estado e a implantação do parlamentarismo. De outro, estavam os pica-paus, chefiados pelo presidente do estado, Júlio de Castilhos, que apoiavam a centralização.

Na verdade, al 4 presidente do estado, Júlio de Castilhos, que apoiavam a Na verdade, a luta entre as duas facções políticas refletia as divergências entre as oligarquias proprietárias rurais da região. A revolta tornou-se violenta, assumindo características de guerra civil. Floriano tomou a defesa do Presidente do Estado, Júlio de Castilhos, apesar de este anteriormente ter apoiado Deodoro. A razão é que ele precisava da adesão da bancada gaúcha no Congresso. A guerra civil prosseguiu até 1895.

A oficialidade da Marinha provinha quase que inteiramente da antiga aristocracia imperial. Em setembro de 1893, a esquadra sublevou-se, liderada pelo almirante Custódio de Melo. Os rebeldes, que exigiam a imediata normalização constitucional do País, ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro, zarpando depois para o Sul. O Presidente armou uma esquadra e com ela enfrentou os rebeldes do Rio de Janeiro, que se asilaram em navios portugueses. A repressão foi violenta: os governos rebeldes do Paraná e Santa Catarina foram depostos, enquanto se sucediam fuzilamentos em massa.

Fortalecido pelas campanhas contra os rebeldes, Floriano consolidou seu poder e passou a ser conhecido pelo cognome de Marechal de Ferro. REPÚBLICA OLIGÁRQUICA Depois de 1 894, os militares deixaram o centro de poder político no Brasil. Com a burguesia cafeeira no poder, terminava o período da República da Espada e iniciava-se a República das Oligarquias. Estas, formadas pelos grandes proprietários rurais de cada Estado, assumiram o controle completo da nação, sob a hegemonia da burguesia cafeeira paulista.

A classe média e as camadas populares sofreriam os efeitos da nova política econômica, pois a valorizaçao a s OF econômica, pois a valorização artificial do café transferia para o onsumidor o ônus causado pelas dificuldades financeiras. Embora as instituições tivessem se transformado na transição do Império para a República, o poder continuava nas mãos das oligarquias formadas pelos grandes proprietários rurais, mantendo-se o caráter agrário, monocultor, latifundiário e exportador da nossa economia.

O País, conseqüentemente, continuava dependente economicamente dos Estados Unidos e das nações européias. A oligarquia formada pelos proprietários de café paulista já era, antes mesmo da República, a principal força econômica da sociedade brasileira. Representada pelo Partido Republicano Paulista (PRP), os cafeicultores aspiravam a controlar o governo e assim organizar a política econômica em torno do café. As oligarquias estaduais, lideradas pelos fazendeiros paulistas, conseguiram fazer triunfar suas idélas federalistas, tarefa facilitada pela divisão surgida entre os militares.

Após a eleição de Prudente de Morais, essas oligarquias impuseram suas linhas de organização ao governo, adotando medidas governamentais que protegiam os interesses agrário-exportadores dos cafeicultores. A supremacia de São Paulo e Minas Gerais, os dois estados conomicamente mais poderosos na política nacional, ficou conhecida como pol[tica do café-com-leite, numa referência aos principais produtos desses estados e à alternância de seus representantes no poder.

Campos Sales, poderoso cafeicultor paulista e segundo presidente civil da República (1898-1902), foi um dos principais idealizadores do sistema de alianças organizado entre governadores de estado 6 OF foi um dos principais idealizadores do sistema de alianças organizado entre governadores de estado e Governo Federal para evitar a oposição, que ficou conhecido como política dos governadores. O sistema consistia, basicamente, em uma troca de favores.

O Presidente da República comprometia-se a respeitar e apoiar as decisões dos governos estaduais e, em troca, os governos estaduais ajudavam a eleger para o Congresso Nacional deputados federais e senadores simpatizantes do Presidente da República. A política dos governadores reproduzia, no plano Federal, a rede de compromissos que ligava coronéis e governadores dentro dos estados. Nessa época, havia no Congresso Nacional a Comissão Verificadora das Eleições, destinada a julgar os resultados eleitorais. Embora fosse órgão do poder legislativo, a Comissão

Verificadora acabava trabalhando a sen,’iço do Presidente da República, distorcendo o resultado das urnas. Aprovava nomes de deputados e senadores da situação e não reconhecia a vitória dos candidatos da oposição. A eliminação dos nomes dos adversários ficou conhecida como “degola” O coronelismo foi um dos mais característicos fenômenos sociais e políticos da República Velha. O voto havia sido estendido a uma ampla parcela da população e poderia ser uma arma Importante no processo de transformação da sociedade.

Mas, a pouca politização das camadas populares, aliada à utilização de toda forma de violência or parte dos coronéis, terminou por transformá-lo em uma mercadoria de barganha. A votação era aberta, ou seja, permitia que os chefes políticos locais formassem os currais eleitorais, controlando os votos em função dos interesses das oligarquias estaduais. O coronel tinha um po eleitorais, controlando os votos em função dos interesses das oligarquias estaduais. O coronel tinha um poder proporcional ao número de eleitores que conseguisse assegurar para os candidatos das oligarquias estaduais.

A esse tipo de voto, que forçava o eleitor a apoiar o candidato do coronel local, chamava- se voto de cabresto. Os coronéis, por sua vez, recebiam favores pessoais das oligarquias e consolidavam seu poder também nos municípios. Além do voto de cabresto, os coronéis ainda utilizavam de fraudes para vencer as eleições. Documentos falsificados para menores e analfabetos votarem, pessoas mortas inscritas como eleitores, urnas violadas, votos adulterados e outras artimanhas eram feitas no pleito eleitoral. . Economia O café foi o grande líder das exportações brasileiras durante toda a República Velha. Representou, quase sempre, mais de 50% das exportações. Entusiasmados com os lucros, os cafeicultores investiam ais nas plantações. Porém, a produção acabou ultrapassando as necessidades de consumo do mercado. A partir do inicio do século XX, a economia cafeeira começou a enfrentar crises de superprodução, ocasionando queda nos preços e acúmulo de estoques invendáveis.

Com o apoio de políticos do Congresso Nacional, os cafeicultores realizaram, em 1906, na cidade paulista de Taubaté, uma reunião com a finalidade de encontrar soluções para as crises de superprodução. Na reunião, conhecida como Convênio de Taubaté, os fazendeiros propuseram que o governo comprasse a produção de afé que ultrapassasse a procura do mercado. O café excedente seria estocado pelo governo para, depois, ser vendido quando os preços se normalizassem. Para comprar o café excedente, o g 8 OF ser vendido quando os preços se normalizassem.

Para comprar o café excedente, o governo faria empréstimos no exterior. Depois de alguma resistência, as propostas do Convênio de Taubaté acabaram sendo praticadas pelo Governo, e os preços do café foram mantidos artificialmente pelas compras governamentais. Os cafeicultores continuaram tendo lucros e aumentando a produção de café. Os estoques do governo resciam e não surgiam oportunidades para vendê-los no mercado externo. Diante da concorrência internacional, o açúcar e o algodão passaram a ser consumidos pelo mercado interno.

Na Amazônia, encontrava-se a maior reserva de seringueiras do mundo, e o Brasil passou a suprir praticamente toda a demanda mundial de borracha. Nessa época, a região amazônica conheceu súbito esplendor, que, todavia, durou apenas três décadas (1 891 – 1918). A produção de borracha brasileira era feita de modo rudimentar e exigia constante penetração na mata em busca de seringais nativos. A dificuldade de acesso aos seringais impedia uma exploração eficiente e elevava os custos de transportes.

Com isso, os preços da borracha aumentavam, a produção brasileira era insuficiente para atender à demanda do mercado, e cresciam as necessidades dos produtos nos centros industrializados. Nessa conjuntura, países capitalistas, como nglaterra e Holanda, investiram no cultivo de seringais em áreas de sua dominação. Desenvolvendo um plantio especialmente planejado para o aproveitamento industrial, esses parses, em pouco tempo, superaram o primitivo extrativismo praticado nos seringais brasileiros. A partir de 1920, a borracha brasileira praticamente não tinha mais lugar no mercado internacional.

Cultivado no s brasileira praticamente não tinha mais lugar no mercado internacional. Cultivado no sul da Bahia, principalmente nas cidades de Itabuna e Ilhéus, o cacau teve destino semelhante ao da borracha no mercado externo. Paralelamente ao aumento do consumo de chocolates na Europa e nos Estalos Unidos, a produção brasileira de cacau cresceu durante todo o período da República Velha. Os ingleses, entretanto, investiram na produção de cacau na região africana da Costa do Ouro, área de seu domínio. Em ouco tempo, conquistaram os mercados internacionais, fazendo declinar a produção de cacau brasileiro.

A República Velha foi, durante muito tempo, o periodo de glória para a economia cafeeira. Mas foi também a época em que o crescimento das indústrias ganhou novo impulso. O principal centro de expansão industrial brasileira era o estado de São Paulo. Em Sáo Paulo, viviam os mais importantes produtores de café do País. Com as frequentes crises de superprodução, muitos desses produtores passaram a investir parte de seus capitais na indústria. Substituindo, progressivamente, as importações, a indústria nacional foi onquistando o mercado interno.

Empregando crescente número de operários, a indústria foi transformando a face socioeconômica do País. Em 1928, a renda industrial do País superou, pela primeira vez, a renda da agricultura. Os setores urbanos, classe média e proletariado industrial, tornaram-se forças sociais cada vez mais expressivas e passaram a exigir maior participação política. As condições de trabalho dos operários na República Velha eram extremamente rudes, semelhantes à da Inglaterra no inicio da Revolução Industrial. Os inúmeros acidentes de trabalho, os baixos salários, 0 DF 67

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