Proposta de atividade recreativa para cada uma das deficiências: física, intelectual, visual e auditiva.

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Proposta de atividade recreativa para cada uma das deficiências: física, intelectual, visual e auditiva. Premium 3y01971 2012 gages Formação de educadores: uma perspectiva de educação de idosos em programas de EJA* Denise Travassos Marques Pontifícia Universidade Católica de Campinas Universidade Federal do Triângulo Mineiro Resumo O objetivo deste estu formação docente e (EJA) e, mais especific marcado por múltipl ade de melhor á0 Jovens e Adultos idoso, um grupo resente nas salas de aula de EJA.

O estudo foi realizado a partir de revisão bibliográfica sobre Educação de Jovens e Adultos, idosos e ormação docente, da reflexão sobre documentos, tais como a Constituição da República Federativa do Brasil e o Estatuto do Idoso, e da análise da experiência desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação de Campinas-SP, por meio da FU MEC (Fundação Municipal de Educação Comunitária).

Após apresentar algumas perspectivas a respeito da ampliação no número de Idosos na sociedade atual, dos preconceitos relacionados ao envelhecimento e da luta pelos direitos do cidadão idoso, focamos a importância do papel do educador no intuito de reverter a obscuridade a que é remetida a pessoa idosa, tanto o âmbito social quanto no educacional.

Para tanto, concluímos, tornam-se necessárias rupturas, que dizem respeito à própria imagem do pedagogo e da área da educação na sociedade, de camadas populares, nas pesquisas no campo educacional. Palavras-chave Idosos – Cidadania – Formação docente – EJA. Gostaríamos de fazer um agradecimento a Alessandra Splendorelli, então secretária do Núcleo de Pesquisa e Extensão do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da PUC-Campinas, por sua inestimável contribuição à publicação deste artigo.

Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n. 2, p. 475-490, maio/ago. 2010 75 Teacher education: a view of the education of the elderly in EJA programs* Graziela Giusti Pachane Abstract The objective of this study is to highl’ght the need for better teacher training with respect to the Education of Youngsters and Adults (EJA) and, more specifically, regarding the elderly, a group marked by multiple exclusions and strongly present in EJA classes.

The study was based on a survey of the literatures on the Education of Youngsters and Adults, the elderly and teacher education, on the reflection on documents such as the Brazilian Constitution and the Statute of the Elderly, and on the analysis of he experience conducted by the Secretariat for Education of the City of Campinas (SP) throu h FUME-C (the Campinas Foundation for Communitv Education) some ideas on the PAGF 35 educator to reverse the state of obscurity to which the elderly is relegated both in the social and in the educational spheres.

To that end, we conclude for the need for ruptures regarding the image of the pedagogue and of the field of education in society, strongly linked to the childhood, with the aim of including themes related to the elderly and aging in the pedagogy curricula, as well as of stimulating the debate about the elderly, particularly those rom the popular classes, in the field of educational research. Contact: Graziela Giusti Pachane R Cândida M. Bilharinho, 621, apto. 102, 51. 2 38060-1 SO – Uberaba – MG E-mail: [email protected] com. br Keywor ds Elderly people — Citizenship – Teacher education – EJA. * We wish to thank Alessandra Splendorelli, then secretary of the Research and Extension Group of the Center for Applied Social Sciences of PUC-Campinas for her invaluable contribution to the publication of this article. 476 No cotidiano das salas de aula da Educação de Jovens e Adultos (EJA) a presença de idosos é bastante frequente.

Porém, podemos nos questionar se a formação oferecida ao pedagogo é suficiente e adequada para trabalhar com as necessidades especificas desse grupo, que podemos considerar duplamente excluído: primeiramente, por se encontrar numa faixa etária na qual, de maneira geral, o indivíduo não é mais economicamente ativo e, por outro lado, no caso específico da EJA por se tratar de um grupo composto por pessoas iletradas, ou que tiveram pouco contato com a escola, ger das de estratos sociais tiveram pouco contato com a escola, geralmente oriundas de estratos sociais menos privilegiados.

Tendo em vista sse contexto, propomonos realizar um trabalho que visa compreender as especificidades do processo de envelhecimento, conhecer a participação do idoso em cursos de EJA e salientar a importância de que a formação dos educadores esteja voltada para o comprometimento com as questões sociais e com a dignidade humana, bem como às especificidades do idoso estudante na EJA.

Assim, abordamos no presente texto, elaborado a partir dos resultados da dissertação de mestrado realizada na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Marques, 2009), questões relativas a velhice, envelhecimento, perfil desse segmento na socledade moderna, cidadania e inclusão social.

O estudo baseia-se na revisão bibliográfica sobre Educação de Jovens e Adultos (EJA), idosos e formação docente, e na análise de documentos, entre os quais salientamos o Projeto Politico Pedagógico do Núcleo de Ação Educativa Descentralizada (NAED) Leste, da Fundação Municipal para Educação Comunitária (FUMEC) de Campinas, além da legislação mais ampla, como a Constituição Federativa do Brasil, o Estatuto do Idoso e as Leis do Município de Campinas em relação ao idoso.

Em suas conclusões, ponta a import¿ncla da formação continuada como meio de oferecer ao professor a atualização e a educação social necessária a fim de proporcionar uma formação de qualidade para os educandos idosos, segmento que não recebe atenção especial durante os programas de formação inicial (graduação) em pedagogia.

Devido à compreensão do papel da educação e, consequentemente, os educadores, como agentes de f 5 educadores, como agentes de fundamental importância para a dignificação do idoso na sociedade, defendemos, inclusive, a necessidade de que temáticas sobre envelhecmento sejam bordadas durante a formação inicial desses profissionais, já nos cursos de pedagogia.

Esperamos que os aspectos aqui abordados possam subsidiar discussões a respeito da temática e oferecer alternativas de trabalho viáveis para o processo de inclusão social e educacional de parcela tão significativa da população brasileira, estigmatizada por uma história de múltiplas exclusões. Perspectivas sobre o envelhecimento: uma contextualização necessária A busca da longevidade sempre foi uma preocupação dos homens, intimamente ligada à capacidade física e relacionada à condição de produtividade social.

A crescente melhoria nas condições de vida ao longo do tempo contribuiu para a ampliação do número de idosos na sociedade moderna. Porém, paradoxalmente, ao mesmo tempo em que se busca a longevidade, nega-se a velhice. De acordo com Py (2006): As questões do envelhecimento suscitam grandes dúvidas, perplexidades, discussões. Interessam a todos nós, seres humanos envelhecendo. Interessam aos que já estão velhos e, também, aos adultos, aos jovens, às crianças que estão cursando esse processo.

Nesse percurso, seguimos todos envelhecendo, com a tarefa humana de criar significações para os fatos que arcam a nossa existência. (p. 113-114) Ainda que natural e irreversível (ou, talvez, justamente por isso), em nossa sociedade, o tema do envelhecimento tende a ser abordado de Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n. 2, p. 475-49 PAGF s 5 tema do envelhecimento tende a ser abordado de Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n. 2, p. 475490, maio/ago. 77 maneira sutil, em geral com uso de eufemismos para nomear a velhice, na tentativa de suavizar o peso que a palavra “velho” possui atualmente (Goldfarb, 1997). Ouve-se falar em “maior idade” ou “melhor idade”; o substantivo “velho” deu lugar para senhor idoso”, “senhor da terceira idade” ou “senhor de idade avançada”, tanto no gênero masculino como no feminino; e o substantivo “velho” permanece apenas com função adjetiva, quando nomeamos coisas antigas ou usadas. A palavra “velho” pode, no entanto, assumir distintos sentidos em distintas culturas e/ ou ambiências.

Se, por um lado, pode trazer um sentido pejorativo, que carrega a imagem de algo decadente que está na hora de ser descartado, de alguém que não traz qualquer contribuição para o seu grupo social, ou de um ser dependente dos favores dos “capazes”, em algumas culturas pode significar experiência. Como salienta Jeckel-Neto (2001) a respeito do envelhecimento: Não existe apenas a ideia de decrepitude, como no português. Em inglês, por exemplo, existe a palavra old para velho, mas envelhecimento é aging. Essa palavra tem como radical age, ou idade, e não old.

Na verdade, o sentido de aging é acrescentar idade. Em japonês, pode-se utilizar o termo karei. Ele é composto por [… ] “ka” que é o radical do verbo kauwaeru, que significa somar, acrescentar, e “rei” que significa tempo de vida. (p. 41) sua totalidade. Ela não representa somente um fato biológico, é também um fato cultural. Envelhecer é um processo xtremamente complexo (biológico, psicológico e soci PAGF 6 35 fato cultural. Envelhecer é um processo extremamente complexo (biológico, psicológico e social) e pouco conhecido entre os que o vivenciam, bem como para a sociedade de maneira geral.

Sabemos que nessa fase da vida o corpo é mais frágil, requerendo mais cuidados, mas isso não anula a participação da pessoa na sociedade. Como destaca Freitas (2006): Do ponto de vista fisiológico, o envelhecimento é caracterizado por uma limitação da capacidade de cada sistema em manter o equilbrio do organismo. O declínio fisiológico tem início após terceira década de vida, sofrendo a influência dos fatores genéticos, do meio ambiente e dos fatores de risco. Isso significa que podemos modificar, até certo ponto, as características do envelhecmento, agindo sobre esses fatores.

Apesar de a maioria dos idosos apresentar pelo menos uma doença crônica, esse fato não necessariamente determina limitação para realização de suas atividades, desde que exista controle sobre a patologia ou patologias existentes, emergindo, de forma marcante, o conceito de capacidade funcional. (p. 26) No presente trabalho, tendo em vista a utilização em inúmeras ategorizações sobre esse “ser envelhecendo”, optamos pelo termo Idoso ao refenrmo-nos às “pessoas que têm muita idade” (Ferreira, 1989, p. 349).

Apesar da relação com “idade avançada”, categorizar a velhice é uma atividade difícil, pois ela não consiste somente em um estado, mas sim em constante e sempre inacabado processo de subjetivação. Assim, na maioria das vezes, podemos dizer que não existe um “velho”, mas sim um “ser envelhecendo”. Nesse sentido, Beauvoir (1976) salienta que a velhice só poderia ser compreendida em PAGF 7 5 envelhecendo”. Nesse sentido, Beauvoir (1976) salienta que a A idade, muitas vezes, é definidora das pessoas e submete-as a normas sociais que não as beneficiam, mas, ao contrário, as estigmatizam, negando sua individualidade.

Sobre isso, Beauvoir (1976) pondera: O indivíduo é condicionado pela atitude prática e ideológica da sociedade a seu respeito. De modo que, uma descrição analítica dos diversos aspectos da velhice não pode ser suficiente: cada um deles reage sobre todos os outros e é por eles afetado. É o movimento indefinido desta circularidade que temos de aprendê- la. (p. 13-14) Convém lembrar que o idoso nem sempre foi visto da maneira omo é hoje, portanto, compreendê-lo como ator social produtivo é possibili- 478 Denise MARQUES e Graziela PACHANE. Formação de educadores: uma perspectiva… ar a compreensão do homem no tempo por meio da ambiência educativa de um povo. O mesmo se pode dizer do processo de envelhecimento. A sociedade determina, segundo interesses convencionados, o lugar e o papel do idoso. O critério de idade não é o único usado por ela, mas reúne em si justificativas para a não valoração e não emancipação desse ator social. Tais justificativas atrelam-se aos arranjos sociais elaborados ela lógica do capital e seu centro de interesses, pautado pela produtividade e retorno econômico, que descartam aqueles que estão à margem desse quadro, entre eles, os idosos.

A complexidade da questão centra-se, portanto, na relação com a força de trabalho e com os meios de produção, conferindo ao idoso um papel determina de, que, quando não idoso um papel determinado na sociedade, que, quando não caracterizado pelo desprezo, é marcado por um atendimento paliativo de suas necessidades. A partir dos aspectos aqui expostos, observamos que é necessário compreender a velhice m sua totalidade, evidenciando aspectos biológicos e culturais, relacionados com a natureza humana, e através da história, em épocas distintas.

Ou seja, um estudo sobre o aluno idoso, como nos propomos, precisa analisa-lo inserido em um contexto sócio- histórico, em um movimento de integração de relações políticas, econômicas, culturais, sociais e educacionais, muito além de suas capacidades fisicas ou cognitivas. Envelhecimento populacional e construção da cidadania da pessoa idosa Nos países desenvolvidos, considera-se idoso o indivíduo com 65 ou mais anos. Já no Brasil, caracterizam-se como idosos ndivíduos a partir de 60 anos.

Nos países desenvolvidos, a preocupação com o envelhecimento populacional remonta ao início do século XX, enquanto nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, essa preocupação pode ser percebida somente a partir de 1950. Essas diferenças, segundo pesquisas de Kalache (1 987), dão-se porque nos países de- senvolvidos há melhores condições de nutrição, saneamento, moradia e higiene pessoal, ambiente de trabalho, caracterizando melhor nível de vida, o que resultou no aumento da longevidade já na primeira metade do século passado, iniciando esse processo 0 anos antes do restante do mundo.

Os avanços da medicina a partir de meados do século passado (por exemplo, a descoberta de antibióticos e vacinas e a criação das unidades de terapia intensiva), bem como as mudanças no estilo de v antibióticos e vacinas e a criação das unidades de terapia intensiva), bem como as mudanças no estilo de vida da população, foram fatores que contribuíram para maior expectativa de vida. No mundo, o número de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos tem aumentado rapidamente.

Eram estimados 590 milhões de indivíduos nessa faixa etária no final do século passado. Em 2005, a projeção era de 1 bilhão e 200 milhões, com perspectiva de atingir 2 bilhões em 2050. Pela primeira vez na história da humanidade, o número de pessoas com mais de 60 anos superará o das crianças e jovens de O a 14 anos de idade, fenômeno que já aconteceu, segundo dados da ONU (1999), em países como Espanha, Japão e Alemanha.

O Brasil pertence ao grupo dos dez países com maior população de pessoas de 60 anos ou mais, em termos absolutos, segundo projeções populacionais das Nações Unidas, realizadas em 2005. Segundo Freitas (2006), no Brasil, a maioria das pessoas idosas ? do sexo feminino, seguindo a tendência mundial, com cerca de 100 mulheres pra 78,6 homens. Na região Sudeste, o sexo feminino apresenta maior sobrevida apenas nas áreas urbanas. ? interessante observar ainda que, no Brasil, 1/3 dos homens idosos se encontram ativos no mercado de trabalho, muitos em razão da necessidade de continuar sustentando suas famílias. Diante desse quadro de mudança no perfil da população mundial, o grande desafio da sociedade é conseguir aliar longevidade e qualidade de vida. Avanços tecnológicos, em especial aqueles aplicados à medicina, têm 479 garantido melhor qualidade de vida aos idosos, no en

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