Texto argumentativo

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CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE CAMPO GRANDE Campus I: Av. Fernando Corrêa da Costa no 1. 800 Vila Dr. João Rosa Pires campo Grande, MS CEP 79004-311 (67) 3316-6000 CURSO DE DIREITO Linguagem Jurídica e Argumentação Prof. Marcos Paredes Martins or7 to view nut*ge RECURSOS DE ARGUMENTAÇAO Seguindo os princípios de Vieira, percebemos que vários são os recursos que permitem organizá-las com a finalidade de desenvolver um raciocínio e fundamentar os argumentos.

Apresentamos, a seguir, algumas dessas formas de se desenvolver os parágrafos de argumentação, como ordenar as deias de forma que conduza a uma conclusão coerente (fundamentada nos argumentos já apresentados). 1 – ARGUMENTO DE AUTORIDADE (ou de CITAÇÃO) A citação de uma idéia de autor renomado outorga à dissertação um caráter de veracidade, de confiabilidade. O Padre Vieira, por exemplo, como sacerdote que é, sugere as citações das Sagradas quando, direta ou indiretamente, apóia-se em outros textos que trataram do mesmo tema. Costuma-se chamar argumento de autoridade a esse recurso à citação. – ARGUMENTO DE EXEMPLIFICAÇÃO Segundo Vieira, outro recurso eficiente é a apresentação de xemplos adequados às afirmações, ou seja, que sirvam para ilustrar elou comprovar as idéias. uma idéia geral e abstrata ganha mais confiabilidade quando vem acompanhada de exemplos concretos adequados. Os dados da realidade observável dão peso e a afirmações concretas, desde que de conhecimento público. Com o argumento a seguir, o autor procura, ao utilizar o exemplo de Ghandi, a idéia de que “os homens são sábios não pelo que lhes ensinam, mas por sua capacidade de negar o que lhes ensinam. Para ilustrar essa idéia, podemos tomar como exemplo um dos cientistas mais destacados do Renascimento: Galileu Galilei, um omem que, por seus vários experimentos, destacou-se por não aceitar a Teoria de Ptolomeu que dizia que a Terra era ponto fixo no espaço e que o céu é que realizava um movimento rotativo em torno dela. Baseado em Copérnico, Galileu superou seu tempo ao criticar uma teoria aceita pelas autoridades de sua época, publicando, depois de vários estudos, suas conclusões em livro, motivo de ter sido detido em prisão até sua morte. – ARGUMENTO POR RACIOCÍNIO LÓGICO Ao elaborar argumentações, pode-se usar o raciocínio ou a razão para estabelecer correlações lógicas entre as partes do texto, pontando as causas e os efeitos das afirmações que produz. Esses recursos de natureza lógica dão consistência ao texto, na medida em que amarram com coerência cada uma das suas part PAGFarl(F7 dão consistência ao texto, na medida em que amarram com coerência cada uma das suas partes. Um texto desorganizado, sem articulação lógica entre os seus segmentos, não é convincente, não é persuasivo.

Obsewe isso no texto abaixo: A sociedade é sempre uma unidade dinâmica composta de dois fatores: minorias e massas. As minorias são indivíduos, ou grupos de indivíduos, especialmente qualificados. A massa é a eunião de pessoas não especialmente qualificados. Por massas, portanto, não se deve entender, apenas ou principalmente, “as massas trabalhadoras”. A massa é o homem comum. Dessa maneira, o que era simples quantidade – a multidão – converteu- se em determinação qualitativa: tornou-se a qualidade social comum, o homem não diferenciado de outros homens, mas repetindo em si mesmo um tipo genérico.

Que lucramos nós com essa conversão da quantidade em qualidade? Simplesmente isto: por meio da última compreendemos a gênese da primeira. tão manifesto que quase chega a ser um lugar-comum: a formação ormal da multidão supõe a coincidência de desejos, idéias, modos de vida, nos indivíduos que a constituem. Percebemos então que é isto exatamente o que acontece com todo grupo social, por mals seleto que procure ser. [… ] José Ortega y Gasset – A chegada das massas. Há dois processos que organizam esse tipo de argumentação: dedução e indução.

Quando o pensamento vai das idéias gerais às idéias particulares, temos o processo dedutivo. No caso contrário, o indutivo, ou seja, parte das particularidades para o geral. Raciocínio por DEDUÇÃO: A liberdade é fundamental a todos os seres humanos. Com ela odemos construir o nosso mu PAGF3rl(F7 DEDUÇÃO: podemos construir o nosso mundo e derrubar todas as barreiras que impedem o nosso crescimento. Logo, não há obra de arte sob o domínio da coação. Raciocínio por INDUÇÃO: Uma parcela significativa de nossa sociedade sofre de problemas de saúde, alimentação, moradia e muitos outros.

Há, portanto, a necessidade de uma política voltada aos problemas sociais que ocorrem no Brasil, ou nos países do Terceiro Mundo. 4 – ARGUMENTO POR COMPROVAÇÃO Os argumentos serão sempre mais verossímeis se estiverem apoiados em fatos fidedignos, em dados competentes, em omprovações. Esse procedimento é um expediente lingüístico eficientíssimo, pois se trata realmente de uma prova concreta para reforçar a tese que se defende. Aparece em forma de: * dados estatísticos; * leis; * dados científicos; * fatos históricos.

O trecho a seguir faz parte de um texto argumenativo, através do qual a autora, Marta Suplicy, tenta provar que somos uma sociedade estruturalmente violenta, apesar do mito de sermos uma nação cordial. o que é a escola senão o ponto de encontro dessas tensões da sociedade? Espaço deformação, mas também de reprodução e xplicitação de conflitos, muito especialmente em regiões onde a praça de convivência é, quase exclusivamente, a escola. Pesquisa recente no rio de Janeiro, patrocinada pela Unesco, mostra que, para os jovens, é multo mais ‘cnrmnoso’ lesar o patrimônio do que agredir o ser humano.

Somente 25% dos entrevistados acharam ‘muito grave’ humilhar homossexuais, prostitutas, travestis. Daí a colocar fogo em índio é um passo… mas, p humilhar homossexuais, prostitutas, travestis. Daí a colocar fogo em índio é um passo… mas, para a maioria, pichar muros é falta grave. ” A autora utiliza dados estatísticos como recurso de fundamentação argumentativa, o que, certamente, com fator que proporciona credibilidade ao seu discurso. Contudo, devemos ter o cuidado de não utilizarmos dados não- verídicos, inventados. – CAUSA E CONSEQUENCIA Outro recurso importante e que deve estar na lista de opções é a técnica de causa e consequência. Muitos temas proporcionam a utilização desse tipo de desenvolvimento. Dissertar sobre “o porquê de ainda permanecermos eternamente como ‘O país do futuro”‘ é excelente oportunidade para se levantar causas e consequencias. O trecho a seguir é exemplo de como se procurou evidenciar causas e consequências: Ao longo de vinte e poucos anos, amoldou-se no Brasil a imagem de que política é coisa para velho. Como consequência, nossos jovens têm pouca vinculação partidária, acarretando…

Exemplos, recurso argumentativo já citado, é ótima opção para se fundamentar causas e consequências. 6 – A CONTRA-ARGUMENTAÇÃO Um último recurso argumentativo apontado pelo texto de Vieira, apresentado na aula 04, é a refutação dos argumentos contrários. Na verdade, sobretudo quando se trata de um tema polêmico, há empre versões divergentes sobre ele. Um texto, para ser convincente, não pode fazer de conta que não existam opiniões opostas àquelas que se defendem no seu interior. A o contrário, deve expor com clareza as objeções conhecidas e refutá-las com argumentos sólidos.

Esse procedimento é conhecido como CONTRA-ARGUMENTAÇÃO. Obser refutá-las com argumentos sólidos. Esse procedimento é conhecido como CONTRA-ARGUMENTAÇÃO. Observe o exemplo a seguir: Resolver o problema da criminalidade entre jovens não é, obviamente, tarefa fácil. Dificilmente seria resolvido diminuindo a aioridade de 18, idade em que já se responde por crimes, para 16 anos, com defende muitos. Se fosse simples assim, em países como Estados Unidos não haveria crimes praticados por crianças e adolescentes. O jovem necessita é de educação, de cultura, de esporte, e um sistema verdadeiramente de recuperação mais eficiente.

Estratéglas para a contra-argumentação 1 . Tente descobrir incoerências ou contradições nos argumentos do adversário, aponte-as e transforme-as em argumentos em seu favor. 2. Normalmente o debatedor tende a apresentar um argumento como verdade irrefutável. Contudo, sempre que possível, procure se servir de dados e informações (estatísticas, pesquisas, publicações, exemplos históricos, comparações com realidades diferentes, citações etc. ) capazes de demonstrar que o argumento do interlocutor é falso ou apenas parcialmente verdadeiro.

Ao fazer isso, você fragiliza a força do argumento do interlocutor, o que confere maior credibilidade ao seus próprios argumentos. 3. Se as afirmações do adversário são generalizantes, demonstre, com um ou mais exemplos de casos ou situações particulares, que o argumento do adversário é inconsistente u apenas parcialmente verdadeiro quando confrontado com a realidade. Cite casos, conte histórias, dê exemplos que mostrem o quanto o ponto de vista do adversário é parcial, insuficiente e discutível. 4. Examine o valor e o sentido da PAGFsrl(F7 vista do adversário é parcial, insuficiente e discutível. . Examine o valor e o sentido das palavras empregadas. Às vezes, uma palavra mal empregada pelo adversário pode ser a porta de entrada para a contra-argumentação e levar até a uma inversão daquilo que o adversário pretendia dizer. 5. Outra estratégia possível é, no final do debate, fazer uma íntese dos argumentos do adversário e dos contra-argumentos que você apresentou, demonstrando aos ouvintes (ou leitores), de forma global, que o ponto de vista do adversário está fundamentado em argumentos inconsistentes ou em razões falsas ou apenas parcialmente verdadeiras.

Em seguida, compare com seus próprios argumentos, mostrando a coerência e a consistência deles. Se utillzou números em seus argumentos, poderá afirmar, por exemplo, “os números não mentem”; se empregou comparações histórias, poderá dizer algo como “a História já provou inúmeras vezes o que estou afirmando”. . Faça concessões. possível que, durante o debate, você concorde em parte com algumas das ideias do adversário.

Se isso ocorrer, não sinta vergonha de admitir que o outro tem razão. Aproveite a situação para negociar: diga, por exemplo, que o outro tem razão em parte. Provavelmente o interlocutor fará o mesmo, o que pode ser o caminho para um acordo, isto é, para que as partes cheguem a uma posição intermediária entre ideias divergentes. ATENÇÃO! Existem outros recursos de argumentação, especialmente os jurídicos, que abordaremos nas aulas posteriores.

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