A disseminação da orientação vocacional frente aos alunos do ensino médio

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A DISSEMINAÇAO DA ORIENTAÇAO VOCACIONAL FRENTE AOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO RESUMO O objetivo do presente estudo era averiguar se surgem diferenças na dissem estudantes do tercei ano PACE 1 OFIR escolas que não a of matriculados em esc de 100 sujeitos, send cacional para matriculados em a estudantes mostra consistiu o Colégio palas, que oferece a OV e 50 estudantes do Colégio Metropolitano, que não oferece a OV, submetidos a um questionário contendo nove perguntas relacionadas à temática em questão.

Os resultados obtidos foram realizados tomando-se como parâmetro o teste ui quadrado ao nível de significância de 0,05, o que indicou ausência de diferença significativa entre os dois grupos. No entanto, observou-se essa diferença apenas quando os grupos foram abordados a respeito do interesse em se submeter ? orientação vocacional, onde os pertencentes ao Colégio palas se revelaram mais favoráveis. Palavras-chave: orientação vocacional, disseminação, crenças. INTRODUÇAO profissional e os processos que levaram o seu aprimoramento.

Além disso, buscou-se investigar a natureza dos testes vocacionais, tal como seus propósitos, os procedimentos que os rofissionais que o utilizam exercem e sua importância não só na determinação de uma carreira, mas também na promoção da satisfação pessoal de cada individuo. O interesse de realizar a pesquisa foi gerado a partir de uma discussão entre o grupo, onde houve divergências entre as opiniões em relação à disseminação da orientação vocacional entre os estudantes nas instituições de ensino.

A pesquisa em questão pretendeu averiguar à disseminação da orientação vocacional frente aos alunos do terceiro ano do ensino méd10. A hipótese alternativa afirma que há diferença na disseminação a orientação vocacional para alunos matriculados em instituições de ensino que a oferecem em relação a alunos matriculados em instituições de ensino que não a oferecem. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A Orientação Profissional nasceu como uma prática cujos objetivos estavam diretamente ligados ao aumento da eficiência industrial.

Ela tem suas origens situadas na Europa do início do século XX, mais precisamente com a criação do Centro de Orientação Profissional de Munique, no ano de 1902 (CARVALHO, 1995, Citado por SPARTA, 2003). segundo sparta (2003), neste momento inicial o objetivo da Orientação Profissional era o de etectar, na indústria florescente, trabalhadores inaptos para a realização de determinadas tarefas e, assim, evitar acidentes de trabalho. No entanto, o marco oficial 13 de determinadas tarefas e, assim, evitar acidentes de trabalho. No entanto, o marco oficial de inicio da Orientação Profissional situa-se entre os anos de 1907 e 1909. arsons (1995) (cltado por SPARTA, 2003) teve o grande mérito de acrescentar à Orientação Profissional idéias da Psicologia e da Pedagogia e a preocupação com a escolha profissional dos jovens de seu país. Em seu livro, definia três passos a serem eguidos durante o processo de Orientação Profissional: a análise das características do indivíduo, a análise das características das ocupações e o cruzamento destas informações. Desta forma, a Orientação Profissional baseava-se na promoção do autoconhecimento e no fornecimento de informação profissional.

No Brasil, a Orientação Profissional tem como marco de origem a criação, em 1 924, do Serviço de Seleção e Orientação Profissional para os alunos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, sob responsabilidade do engenheiro suíço Roberto Mange (CARVALHO, 1995; ROSAS, 2000; SANTOS, 1977, citados por SPARTA, 2003). A Orientação Profissional brasileira nasceu ligada à Psicologia Aplicada, que vinha desenvolvendo-se no pais, na década de 1920, junto à Medicina, à Educação e à Organização do Trabalho (ANTUNES, 1998; CARVALHO, 1995; MASSIMI, 1990; ROSAS, 2000, Citados por SPARTA, 2003).

Nas décadas de 1 930 e 1940, a Orientação Profissional ligou-se à Educação. Em 1934, foi introduzida no Serviço de Educação do Estado de São Paulo, por iniciativa de Lourenço Filho (FREITAS, 1973, citado por SPARTA, 2003). NO ano de 1942, a lei cap 2003). No ano de 1942, a lei Capanema, sobre a organização o ensino secundário, estabeleceu a atividade de Orientação Educacional e atribuiu a ela o auxllio na escolha profissional dos estudantes (ALHO, 1995/1 997, Citado por SPARTA, 2003).

A Orientação Profissional passou a ser um processo fortemente diretivo, em que o orientador tinha como objetivos fazer diagnósticos e prognósticos do orientando e, com base nesses procedimentos, indicar ao mesmo profissões ou ocupações apropriadas. Até este momento ainda não havia uma teoria propriamente dita que embasasse a prática da Orientação Profissional, mas o modelo acima descrito, preocupado com a dequação do homem à profissão, costuma ser identificado como Teoria do Traço e Fator (SPARTA, 2003). A Orientação Profissional brasileira deu um grande salto de desenvolvimento a partir da década de 1940.

No ano de 1944, foi criada a Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, que estudava a Organização Racional do rabalho e a influência da Psicologia sobre a mesma (FREITAS, 1 973, citado por SPARTA, 2003). Desde a década de 1940 ocorreram mudanças na orientação profissional e críticas à Teoria do Traço e Fator em um âmbito internacional, no entanto tais mudanças tornaram-se conhecidas o Brasil apenas na década de 60 (SCHEEFFER, 1966; citado por SPARTA, 2003). Todavia, a mudança de paradigma da Orientação Profissional brasileira seguiu um caminho diverso e se baseou em referenciais teóricos próprios.

O desenvolvimento da Psi seguiu um caminho diverso e se baseou em referenciais teóricos proprios. O desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência independente e érea de atuação profissional exerceu importante influência nos rumos da Orientação Profissional no Brasil. O surgimento dos cursos de Psicologia e a regulamentação da profissão de psicólogo influenciaram a Orientação Profissional ao vincular sta atividade à Psicologia Clínica e ao transferir o processo de intervenção para consultórios particulares.

A Orientação Profissional brasileira realizada por psicólogos foi influenciada diretamente pela Psicanálise e, especialmente, pela Estratégia Clínica de Orientação Vocacional do psicólogo argentino Rodolfo Bohoslavsky (1977/1996), introduzida no Brasll na década de 1970 por Maria Margarida de Carvalho (1995; 2001). A Estratégia Clínica de Bohoslavsky e o processo de intervenção grupal desenvolvido por Carvalho deram origem a um modelo brasileiro de Orientação Profissional, que vem sendo largamente utilizado até os dias de hoje por todo o país.

A Estratégia Clínica de Orientação Profissional foi desenvolvida por Bohoslavsky (1977/ 1996) como alternativa ao modelo da Teoria do Traço e Fator. Tal teoria era chamada, por Bohoslavsky, de estratégia estatística (SPARTA, 2003). Paralelamente, a prática de Orientação Profissional também se desenvolveu dentro das escolas, próxima à Pedagogia, especialmente da Orientação Educacional. Tal prática também foi discutida por pedagogos e novas teorias foram propostas por este campo do conhecimento. A forma como o pedagogos e novas teorias foram propostas por este campo do conhecimento.

A forma como o processo de Orientação Profissional passou a ser realizado nas escolas possui poucos registros. A partir da década de 1980, alguns autores no âmbito da Educação começaram a teorizar sobre os processos de escolha e Orientação Profissional. (SPARTA, 2003). No Brasil, a Orientação Profissional pode ser realizada por psicólogos e pedagogos, mas infelizmente, como afirmou Soares (1999) Citado por SPARTA, 2003), a formaçao de orientadores profissionais brasileiros ainda não possui regulamentação ou ei que determine conteúdos minimos a serem ministrados.

Na prática, psicólogos e orientadores educacionais podem exercer a atividade de Orientação profissional sem qualquer formação específica na área, o que, infelizmente, retarda o seu desenvolvimento e a desqualifica. É observado um aumento significativo da procura dos serviços de OV. Os meios de comunicação, de certa forma, vêm demonstrando um interesse crescente pelo tema “escolha da profissão”. A OV, que esteve por um determinado período ausente das discussões dos meios acadêmicos, volta, agora, revestida de toda a força.

O trabalho de OV indica um provável amlnho a ser seguido para os jovens que almejam seguir uma carreira profissional. Embora haja um considerável debate do tema escolha profissional, ainda persiste uma grande desinformação sobre as carreiras profissionais por parte dos jovens. Isso aumenta, indubitavelmente, a dificuldade no momento de se escolher uma profissão (VASCONCELOS E ANTU PAGF 13 aumenta, indubitavelmente, a dificuldade no momento de se escolher uma profiss¿o (VASCONCELOS E ANTUNE, SILVA, 1998, citado por ANDRADE, MEIRA e VASCONCELOS, 2002).

A OV é mais do que um momento para “a descoberta” da profissão a seguir, pois é “um processo onde emergem conflitos, stereótipos e preconceitos que são trabalhados para sua superação, onde a desinformação é enfrentada e possíveis caminhos de resolução são traçados, onde o auto-conhecimento adquire o status de algo que se constrói na relação com o outro e não como algo que se dá a partir de uma reflexão isolada, descolada da realidade social ou que se conquista através de um esforço pessoal” (Bock & Aguiar, 1995, citado por ANDRADE, MEIRA e VASCONCELOS, 2002).

A partir desta concepção, pode-se dizer que a OV também é um processo que visa à promoção da saúde. Melo-SiIva, Oliveira e coelho (2002) (citado por NORONHA, 006), acreditam que a orientação profissional e vocacional, no Brasil, encontra-se em um momento de desenvolvimento. Essa afirmação é baseada no aumento do número de organização de eventos científicos especificos para a discussão de temas correlatos, a publicação de um periódico especializado na área, a criação de uma associação científica, além da maor publicação de pesquisas sobre os instrumentos e outras técnicas de coleta de dados.

Foi feita uma análise da produção cientlfica da Orientação profissional no Brasil, comandada por Noronha e Ambiel (2006). Achados revelaram que houve um aumento dos artigos ientíficos relacionados à Orientação Profissional revelaram que houve um aumento dos artigos científicos relacionados à Orientação Profissional a partir da década de 1990. O tipo mais encontrado foi o de revisão teórica. Esses resultados corroboram com a afirmação acima citada, de que a Orientação Profissional começa a ganhar sua importância.

Baptista (1984) (citado por NORONHA, 2006) ressalta que apesar do crescimento apontado, a área necessita de investimentos teóricos e metodológicos. Acredita-se que o desenvolvimento de mais pesquisas sobre temas correlatos tende a contribuir para a superação das carências. Noronha acredita que a análise da produção cientifica da Orientação Profissional / Orientação Vocacional se faz necessária, partindo do pressuposto que essa área tem grande importância para a psicologia brasileira.

METODOLOGIA Sujeitos Foi utilizada uma amostra não-probabilística, formada por cem alunos divididos em dois grupos, sendo o primeiro de cinqüenta estudantes do terceiro ano do ensino médio matriculados em uma instituição de ensino que oferece a orientação vocacional e o segundo grupo formado por cinquenta estudantes do ensino médio matriculados em uma instituição de ensino que não ferece a orientação vocacional. Instrumento Aplicou-se como instrumento um questionário, contendo nove perguntas fechadas, relacionadas à temática abordada e àquilo que o estudo se propôs a investigar. rocedimento A coleta de dados foi realizada através da abordagem dos estudantes, onde o primeiro grupo foi abordado no Colégio palas, localizado na Tijuca e o segundo gru estudantes, onde o primeiro grupo foi abordado no Colégio Palas, localizado na Tijuca e o segundo grupo no Colégio Metropolitano, localizado no Méier. Análise de dados A análise dos dados foi comparativa utilizando uma variável ndependente e dois grupos também independentes. Foi aplicado o Teste Qui Quadrado, ao nível de significância de 0,05, mediante a utilização do programa Bioestat.

Resultados A pergunta número um do questionário apresentou a família como principal fonte pela qual os estudantes receberam informações sobre a orientação vocacional, com 10% das respostas. Figura 1: O eixo x representa às alternativas da questão um e o eixo y as porcentagens obtidas acerca dessas alternativas. Legenda: 1-a; 2-a,b; 3-a,c; 4-a,e; 6-a,b,c; 7-a,b,e; 8-a,c,g; 9-a,c,d; 10-a,c,e; 11-a,b,c,d; 12-a,b,d,e; 13-a,b,c,e; 14-a,c,d,e; 15- 6-5; 1 7-b,d; 18-b,e; 22- 24-c; 25-c,d; 27-d; 28-d,e; 29-e; 30-f; 31-g Para a pergunta número dois do questionário obteve-se (X2) 1,894 e 0,388. – Figura 2: O eixo x representa às alternativas da questão dois e o eixo y o número de participantes que as respondeu. A letra A representa o Colégio palas e a letra B o Colégio Metropolitano. Legenda: 1- Positiva; 2-Negativa; 3-Neutra Para a pergunta número t nério obteve-se alternativas da questão três e o eixo y o número de participantes que as respondeu. A letra A representa o Colégio Palas e a letra B o Colégio Metropolitano. Legenda: 1- Sim; 2- Não ara a pergunta número quatro do questionário obteve-se (X2)- 4. 10 e 0. 1049. 4_ Figura 4: O eixo x representa às alternativas da questão quatro e representa o Colégio Palas e a letra B o Colégio Metropolitano. Legenda: 1- Sim; 2- Não; 3-Talvez para a pergunta número cinco do questionário obteve-se 3. 184 e 0. 0744. Figura 5: O eixo x representa às alternativas da questão cinco e para a pergunta número seis do questionário obteve-se 0. 047 e 0. 8288. 6- Figura 6: O eixo x representa às alternativas da questão seis e para a pergunta número sete do questionário obteve-se 5. 427 e 0. 0198.

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